Livros, leituras, séries, sonhos, fantasias, emoções, opiniões e um cálice de vinho em uma noite estrelada repleta de dementadores que espio curiosa, tendo ao lado Khal Drogo tocando violão e Ragnar contando histórias e esperando chegar Michael Scofield e Jonas Nielsen. Rolando está vindo do Mundo Médio trazendo as novidades para nós enquanto planejamos outra jornada emocionante pelo infinito!
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Negra
Preta é minha pele
E tenho tanto orgulho
O sofrimento é grande
Sou Mulher, preta e pobre
A cor da minha pele rege a minha vida
Ralar mais, estudar mais, ser mais
Exigências de um lugar ao sol
Que escurece também ao pôr do sol
Olhares de desprezo (quantos)
Ditos de chacota (quantos)
Ao sinal de fraqueza humana
"Não aguenta, coitada, é preta
É preguiçosa da canela fina
Seu cabelo desgrenhado
É motivo de chacota
Para que serve se é ruim e armado?"
Piadas a vida inteira
E a doce e nojenta mentira
Como se consolo fosse
"Você não é negra, é morena"
Quantas professoras, engenheiras
E médicas negras você conhece?
Poucas, não é?
A cota da universidade
Dizem que discrimina o negro
Mas não contam os séculos
Que estamos à margem
Somos muitos e somos menos
A dor de tantos não amolece o coração de muitos
Por que ter dó se não servem pra nada?
Tudo ladrão viciado
De péssimos hábitos
E logo mostram porque valemos tão pouco
Pra que casa, carro, luxo?
Dizem que não preciso de tanto
Um teto e uma TV
É tudo que preciso, dizem
Triste mundo onde morremos como moscas
Porque não valemos nada
Negra????
Vai ganhar as ruas, ouvi
Seria o ápice de minha vida
Sou tinhosa, ninguém limita o que posso
Ninguém sabe a minha força
Ninguém sabe como luto
Para poder escrever aqui
E deixar a mensagem que quero
Sou negra sim
E cada célula do meu corpo
Vale mais do que você
Que lê isso e pensa "bobagem"
Embora não conheça minhas cicatrizes
E por tudo que passei e passarei
Para garantir meus plenos direitos
Vista minha pele por um dia
Note a diferença e chore...
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 19/11/2015
domingo, 15 de novembro de 2015
Insana
Quero meu riso frouxo
Sem me preocupar se reparam ou não
Quero a risada escancarada
De quem não se importa com o que pensem ou façam ou falem
Quero abraçar, beijar sem falsa moralidade ou hipocrisia
Beijo francês no meio da rua
Com um estranho qualquer
Comemorando a alegria de ser livre e poder
Faço o que quero e não estou nem aí
Faço o que quero quando posso
Faço o que quero sem limites
Faço o que quero quando quero
Me embriago e me diverto
E se quiser, eu brigo
Eu choro
Eu xingo
Eu amo
A qualquer hora, em qualquer lugar
Saio de casa sem fechar a porta
Grito e me rasgo em mil pedaços
Deito e durmo em minha horta
Ando nua na chuva
Te pego de jeito na rua
Pois meu nome rima com liberdade
E faço o que tenho vontade
Sou depravada
E sou santa
E a loucura é minha companheira
Dá cor e vida aos meus dias
Somando as minhas alegrias
A meu bel prazer
Torno -me cinzas, renasço fênix
E isso, meu caro, ninguém me tira!
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 18/11/2015
Fuga
Meu olhar esvaziado,
Esgotado das andanças,
Desbotado desvairado
Perdido nas lembranças
Cada ruga cada linha
Marcas das vivências
Cada risco e rabisco
Uma história a contar
Cada dor, cada sorriso
Espalhado em meu rosto
Combalido enfraquecido
Tão cansado, tão cansado
Tão cansado de chorar
Tão cansado de viver
Tão cansado de sofrer
E eu, eis me aqui
Forte e fraca
Sem lugar sem espaço
Esperando a vida se cumprir
Forte por continuar a viver
Fraca por continuar a viver
Sem eira nem beira
Atrás da luz amarela
Atrás dos risos de outrora
Atrás das festas singelas
Que não visitarei mais
Não terei mais
Será que o quê de bom vivemos
Ao recordar melhor será?
Acentua -se a alegria e a tristeza?
As dores e amores?
Estou cansada de festas
Estou cansada de velórios
Quero, enfim, chegar ao fim...
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 16/11/2015
Brejeira
Ei, você, tão brejeira,
Do olhar instigante e carinha maneira
Por que me olha tão faceira?
Querendo brincar???
Minha mãe falou para voltar logo
Se você quer brincar
Tem que ser logo
Para aproveitar o tempo
Porque logo, logo ela me chama
Para tomar banho ou jantar
Não sei, mas eu quero brincar
Do que será? Mãe da rua?
Pula minha sela?
Ou jogar conversa fora?
Vamos brincar de explorador?
A gente anda em volta dos prédios
Revirando jardim atrás de bicho
Também vamos catar flor
Antes que fique muito escuro
Antes que a mãe chame
E acaba com a brincadeira
Imersa
Uma pausa, por favor
Preciso respirar, aprimorar a minha dor
Por isso vim aqui
Quanto tempo faz? Quanto tempo falta?
Pensar em todos não alivia nem aumenta os sentimentos
A saudade me faz rir, me faz temer
E também me faz chorar
Por não poder reviver os melhores momentos quando quero
Aonde foram todos?
E por que só eu estou aqui?
Minha alma é controversa
Quer reviver até o que não presta
Quer rever até o que melhor fica perdido
Na memória
Um café expresso, por favor
Daqueles bem forte
Pra acordar e sair dessa inércia
Atropelar as atividades
Fugir dos pensamentos
Evitar e cortar os excedentes
Ficar na zona de conforto
Viver na superficialidade
Fingir serenidade
recolher os dejetos, limpar toda a casa
Mais um café, por favor
Vamos contar como chegamos até aqui
Tudo que se foi
Tudo que virá
Os que não veremos mais
Os que estão por vir
Vamos rir do que já passou
E esquecer o que faz chorar
Vamos ver se sabemos
Onde todos estão, onde todos estarão
Vamos fingir que não tememos o que há de vir
Vamos fingir que somos sortudos
Por ainda estarmos aqui
Vamos fingir satisfação e realização
Perfeição, pois tudo é como queremos
Mais um café, por favor
Estamos nervosos
É hora de se despedir
Tantas mentiras foram ditas
E outras malditas
Tantas suprimidas
Mais uma pausa, por favor
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 15/11/2015
sábado, 14 de novembro de 2015
Mariana, minha flor
Quando os sabores se confundiram e não me senti mais eu
Quando senti o pulso de outro pulsar em mim
Quando os pássaros revoaram em torno do céu
Anunciando que seu caminho se abria dentro de mim
Tudo mudou
Todo o mal se apagou e todas as lágrimas perderam sua razão de ser
Agora só importava você
Quando vi seu rosto a primeira vez
Quando a alimentei, a banhei
Tudo mudou em mim
Seu primeiro espirro, seu primeiro passo
Seus olhos dançando nos meus
Seus sorrisos iluminando meu mundo
Meu mundo virado em você
Uma nova canção tocou
Uma nova estrela nasceu
Uma lágrima escorreu
E eu conheci a paz
No meio de tanta cinza
No meio de tanta cinza, ver brotar a vida que,
Mesmo diante de ti, já morta, causa ainda
Uma urgência, uma aflição sem nome
Que sem preâmbulos digo
Que nada mais importa,
Só o que encontra hoje
Para lapidar a alma infecta
Que habita no ser
Que observa e que admira
Este frágil desabrochar
Mesmo sabendo que
Não encontrará eco dentro de si,
Diante de si, no fundo de si
Olhos mortos cansados de ver,
Olhos mortos cansados de sentir,
A vida a pulsar agigantar-se diante de si
E não dentro de si
Ver o cinza onde não há mais cores,
Onde não há mais vida,
Só existe a esperança diante de si
Em suas mãos já secas, mortas,
Mas que ainda servem para conter a vida
Que urgente quer desabrochar e
Esta força vital umedece seus olhos
Já mortos para e pela vida e
Aflita em avisar que tanta energia
Rapidamente será sugada, destruída e será à toa,
Que logo estará morta no meio de tanta cinza,
Achando que até aqui tudo valeu
Como o mundo quer que acreditemos
Pensando que não descobriremos
Como tudo é tão fugaz,
Veloz como um flash
Rumo a um abismo que não tem fim
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 14/11/2015.
Mesmo diante de ti, já morta, causa ainda
Uma urgência, uma aflição sem nome
Que sem preâmbulos digo
Que nada mais importa,
Só o que encontra hoje
Para lapidar a alma infecta
Que habita no ser
Que observa e que admira
Este frágil desabrochar
Mesmo sabendo que
Não encontrará eco dentro de si,
Diante de si, no fundo de si
Olhos mortos cansados de ver,
Olhos mortos cansados de sentir,
A vida a pulsar agigantar-se diante de si
E não dentro de si
Ver o cinza onde não há mais cores,
Onde não há mais vida,
Só existe a esperança diante de si
Em suas mãos já secas, mortas,
Mas que ainda servem para conter a vida
Que urgente quer desabrochar e
Esta força vital umedece seus olhos
Já mortos para e pela vida e
Aflita em avisar que tanta energia
Rapidamente será sugada, destruída e será à toa,
Que logo estará morta no meio de tanta cinza,
Achando que até aqui tudo valeu
Como o mundo quer que acreditemos
Pensando que não descobriremos
Como tudo é tão fugaz,
Veloz como um flash
Rumo a um abismo que não tem fim
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 14/11/2015.
Vou sair por aí...
Estou de saco cheio,
Vou sair por aí, encher a cara, rastejar no chão,
Viver uma catarse para me livrar de você que está em mim
E daí? Dará certo???
Sei que não será por aí,
Não custa tentar alterar o que aqui está
E mudar o que já encheu,
Abrir novas portas, cair em outras realidades,
Viver novas vidas, ser outra pessoa
Pintar a cara de novo, roupa estalando de nova
Sorrir à estranhos, jogar conversa fora
Sentar no bar, pedir algo forte para empurrar goela abaixo
A história que hoje contarei, quem sou, quem fui, quem serei
Em um dado momento percebo que o clímax passou
Olho para cima, seguro as lágrimas e finjo ver tudo pela primeira vez,
A pintura escorreu, o sorriso murchou,
A novidade passou, o bar fechou,
Todos se foram, só eu teimo em ficar por aqui...
Caindo pela rua, sozinha mais uma vez
Encerrando a noite para amanhã fazer tudo mais uma vez.
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 14/11/2015
Vou sair por aí, encher a cara, rastejar no chão,
Viver uma catarse para me livrar de você que está em mim
E daí? Dará certo???
Sei que não será por aí,
Não custa tentar alterar o que aqui está
E mudar o que já encheu,
Abrir novas portas, cair em outras realidades,
Viver novas vidas, ser outra pessoa
Pintar a cara de novo, roupa estalando de nova
Sorrir à estranhos, jogar conversa fora
Sentar no bar, pedir algo forte para empurrar goela abaixo
A história que hoje contarei, quem sou, quem fui, quem serei
Em um dado momento percebo que o clímax passou
Olho para cima, seguro as lágrimas e finjo ver tudo pela primeira vez,
A pintura escorreu, o sorriso murchou,
A novidade passou, o bar fechou,
Todos se foram, só eu teimo em ficar por aqui...
Caindo pela rua, sozinha mais uma vez
Encerrando a noite para amanhã fazer tudo mais uma vez.
ROSÂNGELA FERREIRA LUZ 14/11/2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
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Maria Cecília 8º B 2026
Agradeço com muito carinho o presente entregue pela aluna me parabenizando pelo oito de março , o Dia das Mulheres !👊🏾
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Ao lado está a foto da obra de Roseana Murray - Classificados poéticos - O livro é gostoso de se ler e ótimo para introduzir o tema em sala...






