Livros, leituras, séries, sonhos, fantasias, emoções, opiniões e um cálice de vinho em uma noite estrelada repleta de dementadores que espio curiosa, tendo ao lado Khal Drogo tocando violão e Ragnar contando histórias e esperando chegar Michael Scofield e Jonas Nielsen. Rolando está vindo do Mundo Médio trazendo as novidades para nós enquanto planejamos outra jornada emocionante pelo infinito!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Reflexões...
Usamos máscaras para cada ambiente e para cada pessoa com que tratamos, é tão perigoso o uso dessas máscaras porque temo perder-me de mim e não saber mais quem sou, ou de me sentir violentada ao ter que usá-las, contrariando as minhas convicções e valores.
Uma amiga minha que eu costumo escutar e ponderar sobre o que ela me diz, sempre me orienta a ser “diplomática” ou “política”, só que, existem situações que me enojam e são nessas, as mais difíceis, que tenho que colocar aquela “cara de paisagem” e fingir que nada está acontecendo e que sou compreensiva e conivente com os mais absurdos disparates.
A máscara de mãe requer uma super heroína, forte, sempre pronta ali para dar colo e dizer as palavras certas para educar, para orientar, para defender a cria.
A máscara de esposa requer paciência, amor e concessões que, às vezes, fazem com que você deixe de ser você para viver a vida do outro e isso, eu sei bem, não vale a pena.
A máscara de filha precisa fazer com que a mãe se sinta útil, necessária para não magoá-las ou deixá-las pensar que não precisamos mais delas e precisamos sim, então mostramos fragilidade, indecisão e paciência com as limitações da idade.
A máscara de profissional exige que sejamos tolerantes com as diferenças, o que também significa conhecer as limitações das pessoas e saber que elas não estão nem aí para saná-las ou diminuí-las e que tudo de bom que você fizer é porque tem tempo ou não tem as mesmas responsabilidades que as outras pessoas, como se vivêssemos em outro planeta e o fato de querer fazer algo bem feito fosse uma escolha e não a coisa certa a se fazer.
Máscaras, máscaras, máscaras...
Às vezes é difícil vestir as máscaras quando queremos ser francos, ajudar ao outro, falar a verdade, dizer o que se pensa e o que se sente, entretanto são necessárias para os relacionamentos sociais, mas preciso dizer o que penso e aprender mais com quem possa me ensinar, preciso que entendam do que falo e que contribuam para crescermos juntos, preciso aprender o tempo todo e as pessoas não estão a fim de ensinar e nem de aprender, vestem suas máscaras, representam um papel e esquecem o que não lhes interessa.
Estou virando gente-bicho, não sei mais conversar banalidades, não encontro graça em piadas medíocres, desprezo a superficialidade.
Como vou me integrar no mundo outra vez?
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Capítulo 4, Versículo 3
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