quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Vandalização da cultura (oh, povo ignorante)

Mais uma vez picharam o Carlos Drummond de Andrade e, como protesto, posto o poema sobre o medo, por que depredar o que não se conhece? Medo...

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas

Nas letras da música

Nas letras das músicas *º ano A e B 2017 de Rosângela Ferreira Luz