sábado, 23 de janeiro de 2010

Rodeio de ego

Rodeio de Ego
por Rosana Hermann
Não se deixe enganar por essa letrinha com corpinho 1, em itálico, mostrando meu nome bem pequenininho. É disfarce. No fundo, meu ego megalomaníaco gostaria que o nome estivesse em letras garrafais, brilhantes, luminosas, em Times Square, Nova York, como aliás, fazem alguns apresentadores de tv nas aberturas de seus próprios programas, em geral, com seus nomes também no título.
Se não o faço é mais por medo que por humildade, mais por escrúpulo do que por ética. Eu tenho um ego do tamanho de um bonde, descendo uma ladeira em São Francisco, sem freio e cheio de passageiros.
Acredite, é mais fácil montar um touro bravo num rodeio durante oito segundos do que segurar meu ego selvagem no momento em que alguém abre a porteira desavisadamente.
A porteira, aliás, acabou de ser aberta. Estou aqui,me segurando, me roendo, sangrando, navegando pela web pra me distrair e não liberar o demônio daTazmania por uma bobagem.
O pior é que a alegria da platéia é ver o circo pegar fogo e o palhaço se f..der. A simples menção de que estou em ponto de bala para deixar meu ego explodir faz com que a galera grite 'pula! pula!', 'solta, solta'e 'conta!conta!".
Sim, porque, assim como a indústria alimentícia e o marketing não colaboram pra que a gente emagreça, o povo não ajuda ninguém a ser generoso e humilde.Queremos sangue. Gostamos de sangue. A cor, o cheiro, o salgado do sangue nos atrai. Por isso todo mundo diminui a velocidade pra ver um acidente causando outros acidentes e muito congestionamento.
O ser humano é carnívoro. Competimos por espaço há milênios. E agora, competimos também na web. Competimos, é plural de majestade. Eu compito. Mesmo que não exista a primeira pessoa do singular do verbo competir. Dane-se. Eu sei o que meu ego indomável quer: re-co-nhe-ci-men-to.
O ego quer ser admirado Quer adjetivos elogiosos e exclamações de grata surpresa. Quer muitos clap clap clap, quer ohhhhhhhhh! cheiosde agás, quer beijinhos, cutchie cutchie,e muito bem.
Aperto na bochecha nenê não quer, nenê não gosta.
Ego é bebê. É criança, fedelho, pentelho. Ego é chato, voraz, desagradável. Inadequado. Mas está lá. Sempre pronto para clamar por justiça.
Mania de ego inflado é se sentir injustiçado. Passatempo de ego grande é esmagar em nome da lei. É clamar pelo correto quando o razoável resolveria.
Ego não samba, não tem jogo de cintura. Ego não dorme, morre de insônia.Ego não goza, finge prazer com gemidinhos.
Quem tem ego tem problema, ema ema ema. Por isso peço ajuda, encarecidamente, a todos os que convivem com este monstro na coleira que arrasto pela mão, meu ego alemão, com mossarela italiana, convertido ao judaísmo, trancafiado num corpo pícnico, agarrado a um cérebro atento, medroso e inseguro como uma criança que segura um ursinho. Minha cabeça, é tudo o que meu ego tem pra brincar.
E por isso, de vez em quando, meu ego pega meu cérebro e chuta como bola no quintal do coração e marca um gol de mão, que deveria ser anulado.
Meu ego e meu cérebro, aliás, vivem em constante disputa e quem perde a partida, sou eu. Meu cérebro sobe na balança, o ego mente o peso. Meu cérebro escreve um post, o ego mede as visitas. Meu cérebro abre a porta, o ego passa primeiro. No carro, o cérebro dá a partida, o ego acelera. No vermelho, o cérebro freia, o ego xinga. O cérebro quer se encontrar, o ego,se acha. O cérebro quer um amor, o ego, se masturba. O cérebro busca a performance, o ego quer a medalha. O cérebro quer terminar este texto, o ego sopra palavras.Não é por mal, é só doença. Doença da ilusão, de todo ser humano, de querer ser eternamente amado.Ser continuamente reconhecido. Infinitamente aplaudido. Em pé. E, claro, com transmissão simultânea para todo o planeta.Ao vivo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O importante é a Família!

Começo de ano novo, 2010, coração transbordando de alegria, generosidade, felicidade, mais um ano, mais um leão para engolir por dia, sobreviver... e viver intensamente o tempo que nos é dado no planeta Terra, valorizando quem está perto da gente, longe também, entretanto, coração não sabe distinguir distância, a pele sim, mas o coração não.
Coração reconhece carinho, reconhece o amor, a emoção, o sentido de uma lágrima, a dor de não ser como gostaríamos que fosse, mas mesmo sendo saber que é.

Aplausos para a inteligência

Alemanha - Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus criou tudo o que existe?

Um aluno respondeu com grande certeza:
- Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo? Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
- Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
- Posso fazer uma pergunta, professor?
- Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
- De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

- E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
- Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
- Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
- Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
- Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
- O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado. Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
Albert Einstein, senhor!

Nas letras da música

Nas letras das músicas *º ano A e B 2017 de Rosângela Ferreira Luz